The Alienist cumpre expectativas em seu primeiro episódio

Aqui vai a review do primeiro episódio da série estreante de 2018, The Alienist, que foi ao ar nesta segunda-feira (22) no canal TNT.

No século XIX, pessoas que sofriam de problemas mentais eram chamadas de alienados por causa da perda da identidade de quem as sofria. Antes dos psicólogos e psiquiatras, os profissionais responsáveis por tratar de tais doenças eram conhecidos como alienistas. E é aí que a série tem seu pontapé inicial.

O primeiro episódio, “The Boy on the Bridge“, começa mostrando o trabalho do doutor Laszlo Kreizler (Daniel Brühl), um alienista que se interessa principalmente por casos envolvendo crianças, já que diz que suas mentes são mais interessantes que as de adultos. Em alguns casos, ele é contatado pela polícia para que os ajude a resolver algumas situações. Porém, os métodos utilizados pelo doutor não são bem aceitos, já que o mesmo prefere analisar os perfis psicológicos presentes no crime, e não as provas em massa.

Ele é ajudado pelo ilustrador jornalístico John Moore (Luke Evans) no caso apresentado nesse capítulo, que será levado até o fim da temporada. Trata-se do assassinato brutal de um garoto que tem seu corpo encontrado em uma ponte com vestes femininos. Ele é visto estando completamente mutilado, com órgãos para fora do corpo e sem os dois olhos. Imediatamente a polícia encontra um suspeito, porém o Dr. Kreizler associa a situação à outra que ocorreu com um dos seus pacientes anteriores.

Para desvendar tal problema, o doutor e o ilustrador contam com a ajuda de Sara Howard (Dakota Fanning), a primeira mulher a trabalhar na estação de polícia da cidade. A figura de Sara mostra o quão difícil é a vida da mulher numa época como aquela, contudo, ela não se deixa levar pelas pressões e imposições colocadas à ela.

O cenário é a Nova Iorque do século 19, na qual as diferenças sociais e preconceitos estão completamente aflorados e as características são perceptíveis ao primeiro olhar. As ruas e bairros escuros, os bordéis de prostituição que usam adolescentes dentre outros, mostram como era a situação daquele período. A cena da morte também mostra, sem escrúpulos, toda a crueldade cometida a um jovem que era “diferente” dos padrões.

Um ponto interessante é que a série também se utilizou de nomes famosos, um exemplo disso é o de Theodore Roosevelt (Brian Geraghty), o 26° presidente americano.

Conforme esperado, o primeiro episódio obteve ótimos resultados, mostrando um cenário cinematográfico convincente e uma trama bem montada, que fez valer a pena o trabalho de quatro anos de produção. Veremos se no decorrer da temporada a trama terá o mesmo poder de instigar a curiosidade e a qualidade que apresentou no seu episódio piloto.

A série passa somente no canal da TNT americano, porém deve entrar na plataforma da Netflix muito em breve.

Etiquetas