The Good Place e a bondade por interesse

Eleanor Shellstrop (Kristen Bell) é morta, e ao acordar, descobre estar no “O Lugar Bom”, uma adaptação do céu para as pessoas que, em vida, fizeram apenas o bem. Lá, é recepcionada por Michael (Ted Danson), uma espécie de administrador do local.

Os moradores vivem literalmente no paraíso; não existe desigualdade, miséria, seus pedidos são atendidos num piscar de olhos por uma espécie de secretária, a Janet

Para melhorar ainda mais o paraíso, os habitantes descobrirão que lá se encontra a sua alma gêmea. É aí, então, que Eleanor é apresentada a Chidi, um rapaz que em vida foi um professor de ética e supostamente é a sua alma gêmea.

“Supostamente” porque Eleanor não é uma das pessoas que passaram a vida se dedicando a boas causas, tampouco se importa com quaisquer pessoas além dela. O ocorrido foi o seguinte: por conta de um engano cometido por Michael, a “Eleanor” foi enviada para o “Lugar Ruim” no lugar da “Falsa Eleanor”. Esse engano causa efeitos colaterais no Lugar Bom, uma reação a uma pessoa com pensamentos e atitudes contrárias do que se é exigido para pertencer a esse lugar. Por um motivo totalmente egoísta e apenas para não ser enviada para “O Lugar Ruim”, ela tentará aprender, de forma literal, o que em vida não conseguiu: ética e se importar com as pessoas.

Entregando o elenco principal, Tahani e o monge Jianyu vão te fazer morrer de rir e entender o motivo pelo qual pertencem a esse lugar.

Para mostrar que nem toda comédia precisa apelar para o humor banal, brilhantemente e com a dose certa de comédia (contando também com um plot twist que ninguém imaginava), a série faz uma crítica ao ato da falsa bondade, o egoísmo nas atitudes das pessoas quando só praticam o bem esperando um resultado que as beneficie.

Devido ao grande sucesso, The Good Place, que atualmente se encontra em sua segunda temporada, teve mais uma temporada confirmada. A série se encontra disponível na Netflix.

Etiquetas